A famosa linha tênue

Por: | quinta-feira, dezembro 20, 2012 Deixe um comentário

Eu, sinceramente, não ligo que você me odeie. Desde que seja com vontade. Vai lá, toma uma porre pra tentar esquecer todos os motivos que tínhamos para dar certo. O que isso muda agora? Nada.
Não adianta tentar dizer aos seus amigos que não quer me ver nunca mais, que eu não presto e que a gente nunca teve nada a ver. Seus olhos brilham quando fala de mim, sabia disso? Vai, tenta ir pra balada procurar uma voz mais doce, lábios mais cheios e olhos claros. No fim da noite você vai perceber que nenhuma boca tem o nosso beijo. Procura uma cintura mais fina ou uma perna mais grossa, um cabelo mais liso. Você vai lembrar do trabalho que tinha com o meu. Vai lá, vai... Atrás de uma saia mais curta, um salto mais alto ou um perfume mais forte. Você vai sentir falta do cheiro dos nossos misturados. As leve em todos os nossos lugares preferidos e até nos quais eu odiava. Aposto que a minha cara emburrada seria muito melhor do que a risada chata que estará ao seu lado. Leve pra sua casa. Deixe dormir do meu lado da cama. Do seu lado da cama. Até perceber que falta e sobra algo na situação, todas as vezes. Não esqueça de quando acordar olhar para o lado e pensar no que realmente era um bom dia: Alguém artificial ou a minha maquiagem borrada do dia anterior.
No fundo você sabe que gosta mesmo é dos meus defeitos e não das qualidades.
Quando estiver com um pouquinho de cada, compare nossas noites de conversa sobre tudo e sobre nada e essas três horas de superficialidade.
E torce, mas torce bem, para que eu não encontre alguém que me escute, fale e aconchegue tanto ou mais que você. É muito mais definitivo do que um corpinho bonito por uma noite.
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